07/04/13
30/03/13
Tradições pascais- No Algarve da minha infância
O Contrato
Uns dias antes do Domingo de Páscoa já eu ansiava
por fazer o “contrato”. Em casa dos meus avós os intervenientes era eu, única
neta presente e o meu pai embora pudesse ou talvez devesse ser o padrinho o
madrinha.
Os contratantes entrelaçavam os respectivos dedos mínimos e
diziam em voz alta e em coro: “Contrato, contrato que nós faremos, Sábado de
Aleluia desmancharemos, Domingo de Páscoa pagaremos”. Depois era só esperar. No
Sábado de Aleluia levantava-me cedo e, pé ante pé procurava surpreender o meu
pai. Quem de nós os dois dissesse primeiro “Ajoelhe-se e pague”, teria direito
às amêndoas. Como era bom saborear aquelas amêndoas que tantos “temores” tinham
provocado.
08/02/13
O Carnaval também em crise
Hoje é 6ªfeira nas vésperas do Carnaval. É costume, no dia
de hoje as crianças das escolas saírem à rua mascaradas. Anos houve em que o
desfile enchia a Rua do comércio e todas as escolas desde os infantários ao
segundo ciclo participavam. Nestes desfiles o que era mais importante para mim
era a imaginação que era posta na concepção dos factos e dos adereços.
Hoje defrontei-me com um desfile muito menor e dividido. O
percurso foi reduzido sensivelmente a metade. Os participantes pertenciam
essencialmente ao pré-escolar e ao 1º ciclo. Cada ciclo desfilou de locais diferentes
e em tempos também diferentes. Quanto às fantasias os mais crescidos envergavam
fatos tradicionais (espanholas, polícias, cowboys, etc.)
Os pequenos vestiam trajes subordinados a um tema definido
que me pareceu ser Pintura ou Pintores. Menos mal mas em geral notava-se uma
certa falta de imaginação. Durante o desfile dos mais novos o cortejo era
interrompido, de tempos a tempos, por empregados das que ladeiam o percurso e
que ofereciam guloseimas aos marchantes.
Algumas lojas estavam decoradas com
balões e máscaras no exterior.
Enfim mais um Carnaval que já não como era mas as crianças
ainda o aproveitam
04/02/13
29/01/13
Portalegre está de luto
A Sé
O dia hoje amanheceu soalheiro com um belo céu azul mas a
cidade está triste.
Vão hoje a enterrar dez das vítimas do acidente do passado
domingo.
A missa de corpo presente foi celebrada conjuntamente na Sé
Catedral. A igreja não chegou para o povo que assim quis prestar homenagem aos
defuntos. A cidade despovoou-se a caminho da Sé. O adro encheu com aqueles que
já não podiam entrar na igreja por falta de espaço.
É um dia triste, partir é sempre triste mas desta maneira
inesperada é verdadeiramente desesperante. Paz às suas almas.
Alguns apressam-se a ir em direcção do cemitério uma vez acabada a missa
O cemitério
O cortejo fúnebre
Acabou
08/01/13
O "reviver" do Tarro
Hoje de manhã fui tomar café ao Tarro. O Tarro, esse café
que parece perseguido pela má sorte. Desde que estou em Portalegre, e já lá vão
mais de trinta anos, o Tarro tem passado por inúmeros processos de falência,
mudanças de proprietários, definhamento visível.
Os últimos proprietários trouxeram para aqui um restaurante
de luxo, o Tomba Lobos. Restaurante demasiado ambicioso e talvez pouco
divulgado para esta pacata cidade de
província no Norte Alentejano. No fim do ano tomei conhecimento pelo facebook que
o Tomba Lobos de quem eu era “amiga” ( mas não cliente, meramente por questões
financeiras) que o restaurante de Portalegre ia fechar , mantendo unicamente o
seu outro restaurante no Brasil na
cidade do Recife.
Entretanto no passado sábado apercebi-me de que o Tarro
estava aberto não como restaurante mas como café, uma das suas virtualidades.
Espero que vingue e que desta vez consiga superar a “má sina” que parece
estar-lhe associada. A localização do café é excepcional, das janelas a vista
sobre o jardim dá-nos uma alma nova.
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