19/05/13

Feijão maduro


Feijão maduro

Na passada 6ªfeira fui a Lagos e no mercado vi este feijão de uma cor deveras atractiva.

Nunca tal tinha visto e perguntei à vendedeira o que era e como se confeccionava. Que era “feijão maduro” e que se debulhava e se podia cozer de seguida sem deita r de molho.

 Era ideal para sopas.
Em casa descobri na Net uma receita madeirense de sopa de abóbora e feijão maduro e foi o que fiz. Fiz também um pouco de arroz que vai sempre bem com o feijão e eis o nosso manjar de domingo.


Juntei às carnes recomendadas na receita chouriço, morcela e um bucho de arroz de Monchique. É claro que não deixei de fazer com as carnes e os enchidos um "entalado" como cá no Algarve se chama a uma sandwich das ditas carnes sempre que se come um cozido ou mesmo uma feijoada

07/05/13

As escadinhas do Duque - Recordações de infância


Da última vez que fui a Lisboa fui fazer uma coisa que já há muito tempo desejava.
Na Baixa fui até ás Escadinhas do Duque

Do Rossio subi as escadas que ladeiam a estação do Rossio




Depois subi as Escadinhas do Duque





. Quando era pequena morava em Sacavém com os meus pais. Em alguns fins de semana vínhamos a Lisboa fazer algumas pequenas compras, ao cinema ou teatro. Quando o espectáculo não era para a minha idade os meus pais deixavam-me em casa de uma tia já velhinha, a tua Aniquinha. A tia vivia ao cimo das Escadinhas do Duque, na Rua do Duque.



Era ali num segundo andar, hoje já modificado e, ao cimo da mesma escada íngreme que a tia morava. Era ali que , nalgumas tardes de sábado brincava e via o que se passava na rua através da janela. Era um tempo agradável. Lembro-me que a tia era muito simpática e fazia-me todas as vontades. O pior era quando vinha o fim da tarde e, se por qualquer razão os meus pais demoravam. começava então uma cantilena que crescia de sonoridade - a minha mãe nunca mais vem, a minha mãe nunca mais vem. E lá vinha a tia a tentar consolar-me e dizer  - está já a vir.

São memórias de infância que encerram um misto de felicidade e de uma certa apreensão





30/03/13

Tradições pascais- No Algarve da minha infância


O Contrato

   
Recordo hoje as minhas férias da Páscoa quando era criança. Geralmente ia passá-las a Alvor no Algarve ( terra de onde eram naturais os meus familiares mais próximos).
    Uns dias antes do Domingo de Páscoa já eu ansiava por fazer o “contrato”. Em casa dos meus avós os intervenientes era eu, única neta presente e o meu pai embora pudesse ou talvez devesse ser o padrinho o madrinha.
Os contratantes entrelaçavam os respectivos dedos mínimos e diziam em voz alta e em coro: “Contrato, contrato que nós faremos, Sábado de Aleluia desmancharemos, Domingo de Páscoa pagaremos”. Depois era só esperar. No Sábado de Aleluia levantava-me cedo e, pé ante pé procurava surpreender o meu pai. Quem de nós os dois dissesse primeiro “Ajoelhe-se e pague”, teria direito às amêndoas. Como era bom saborear aquelas amêndoas que tantos “temores” tinham provocado.

08/02/13

O Carnaval também em crise




Hoje é 6ªfeira nas vésperas do Carnaval. É costume, no dia de hoje as crianças das escolas saírem à rua mascaradas. Anos houve em que o desfile enchia a Rua do comércio e todas as escolas desde os infantários ao segundo ciclo participavam. Nestes desfiles o que era mais importante para mim era a imaginação que era posta na concepção dos factos e dos adereços.

Hoje defrontei-me com um desfile muito menor e dividido. O percurso foi reduzido sensivelmente a metade. Os participantes pertenciam essencialmente ao pré-escolar e ao 1º ciclo. Cada ciclo desfilou de locais diferentes e em tempos também diferentes. Quanto às fantasias os mais crescidos envergavam fatos tradicionais (espanholas, polícias, cowboys, etc.)


Os pequenos vestiam trajes subordinados a um tema definido que me pareceu ser Pintura ou Pintores. Menos mal mas em geral notava-se uma certa falta de imaginação. Durante o desfile dos mais novos o cortejo era interrompido, de tempos a tempos, por empregados das que ladeiam o percurso e que ofereciam guloseimas aos marchantes.


 Algumas lojas estavam decoradas com balões e máscaras no exterior.
Enfim mais um Carnaval que já não como era mas as crianças ainda o aproveitam


05/02/13

Fim de semana em Lisboa (cont)

Lisboa continua cheia de turistas

















Fim de semana em Lisboa ( continuação)

Subi a rua Garrett a caminho do largo de Camões

Alguns dos ícones desta rua












04/02/13

Fim de semana em Lisboa

O Sábado começou por um passeio na Baixa

O Cais das Colunas



A Praça do Comércio




As ruas





29/01/13

Portalegre está de luto


A Sé

O dia hoje amanheceu soalheiro com um belo céu azul mas a cidade está triste.
Vão hoje a enterrar dez das vítimas do acidente do passado domingo.
A missa de corpo presente foi celebrada conjuntamente na Sé Catedral. A igreja não chegou para o povo que assim quis prestar homenagem aos defuntos. A cidade despovoou-se a caminho da Sé. O adro encheu com aqueles que já não podiam entrar na igreja por falta de espaço.
É um dia triste, partir é sempre triste mas desta maneira inesperada é verdadeiramente desesperante. Paz às suas almas.




Alguns apressam-se a ir em direcção do cemitério uma vez acabada a missa



O cemitério


O cortejo fúnebre


Acabou

08/01/13

O "reviver" do Tarro




Hoje de manhã fui tomar café ao Tarro. O Tarro, esse café que parece perseguido pela má sorte. Desde que estou em Portalegre, e já lá vão mais de trinta anos, o Tarro tem passado por inúmeros processos de falência, mudanças de proprietários, definhamento visível.
Os últimos proprietários trouxeram para aqui um restaurante de luxo, o Tomba Lobos. Restaurante demasiado ambicioso e talvez pouco divulgado para esta pacata cidade  de província no Norte Alentejano. No fim do ano tomei conhecimento pelo facebook que o Tomba Lobos de quem eu era “amiga” ( mas não cliente, meramente por questões financeiras) que o restaurante de Portalegre ia fechar , mantendo unicamente o seu outro restaurante no  Brasil na cidade do Recife.
Entretanto no passado sábado apercebi-me de que o Tarro estava aberto não como restaurante mas como café, uma das suas virtualidades. Espero que vingue e que desta vez consiga superar a “má sina” que parece estar-lhe associada. A localização do café é excepcional, das janelas a vista sobre o jardim dá-nos uma alma nova.