04/05/08
03/05/08
Efeméride
25/04/08
25 de Abril sempre
24/04/08
23/04/08
22/04/08
21/04/08
Crónicas de um gato caseiro
13/04/08
"Do pensamento para as palavras"

Procuro dizer o que sinto
Sem pensar, em que o sinto.
Procuro encostar as palavras à ideia
E não preciso dum corredor
Do pensamento para as palavras.
Nem sempre consigo sentir.
O meu pensamento só muito devagar atravessa o rio a nado
Porque lhe pesa o fato que os homens o fizeram usar.
Albero de Campos- O Guardador de rebanhos
Sem pensar, em que o sinto.
Procuro encostar as palavras à ideia
E não preciso dum corredor
Do pensamento para as palavras.
Nem sempre consigo sentir.
O meu pensamento só muito devagar atravessa o rio a nado
Porque lhe pesa o fato que os homens o fizeram usar.
Albero de Campos- O Guardador de rebanhos
05/04/08
08/03/08
Professores em protesto
Sábado 8 de Março de 2008, dia da grande manifestaçõ dos professores. A marcha da indignação avançou sobre Lisboa mobilizando cerca de 100.000 manifestantes. Os professores uniram-se por uma vez para contestar a política educativa, mas também a forma como ela tem sido imposta. A arrogância, a prepotência, o desprezo e desrespeito são os condimentos utilizados pela actual equipa ministerial. A indignação dos professores e a sua crescente mobilização despertaram na sra Ministra uma intensa vontade de aparecer no pequeno ecrán. Foi nos Prós e contras , na entrevista com a jornalista Judite de Sousa e hoje uma intervenção no noticiário da Sic. Todas as prestações se pautaram pela indiferença da governante em relação às reivindicações dos profssores. Perante a manifestação a sra Ministra apresentou mais uma vez a sua "cassete" decorada: os professores contestam a valiação porque não a conhecem ( agora somos ignorantes ou ,até mesmo estúpidos); a avaliação é definida pelas escolas ao abrigo da autonomia. Frase feita e oca de significado, repetida ao longo do discurso.
à pergunta da jornalista se não seria de fazer avançar a avaliação só nalgumas escolas-piloto? Maria de Lurde Rodrigues voltou à "cassete" dizendo que tal não tem sentido pois há condições para avaliar. Quanto à posibilidade de negociação com os professores a sra. Ministra incorre num paradoxo pois diz estar disponível mas para defender o seu modelo. Isto é dispõe-se a um "monólogo" ou melhor "uma conversa de surdos".
Já fui professora, participei em contestações mas nunca me encontrei perante um governo tão intransigente e autista.
Aguardemos os próximos capítulos.
26/02/08
01/02/08
CARNAVAL
Chegou o Carnaval, época de distensão para alguns, de excessos para outros e de indiferença para muitos. Hoje o Carnaval perdeu um
pouco o sentido se bem que se note uma tendência cada vez mais acentuada para o comemorar. Os festejos “brasileiros”instalaram-se por todo o Portugal. Qualquer terra ou “terrinha” tem o seu corso onde desfilam beldades seminuas com plumas, sem se importarem com as inclemências do clima. Quando há carros alegóricos os políticos não escapam às críticas mais ou menos contundentes. A música é ensurdecedora e o povo diverte-se vendo os desfiles.
A maior parte das pessoas não passam de meros espectadores. Exteriorizam os seus medos e as suas emoções por via de terceiros, por meio daqueles que activamente desfilam com os mais variados disfarces.
Vivemos numa sociedade em que a “teoria da transferência” é constantemente posta em prática. Vivemos a nossa vida transferindo para os que estão na ribalta os nossos anseios e as nossas frustrações. Será que esta transferência funciona como terapia?
A maior parte das pessoas não passam de meros espectadores. Exteriorizam os seus medos e as suas emoções por via de terceiros, por meio daqueles que activamente desfilam com os mais variados disfarces.
Vivemos numa sociedade em que a “teoria da transferência” é constantemente posta em prática. Vivemos a nossa vida transferindo para os que estão na ribalta os nossos anseios e as nossas frustrações. Será que esta transferência funciona como terapia?
31/01/08
Museu de Arte Contemporânea de Elvas (MACE)
Na semana passada fomos a Elvas visitar o Museu de Arte Contemporânea *(o MACE).
O Museu alberga a colecção de António Cachola distribuída por dois pisos devidamente preparados para o efeito. As obras de arte distribuem-se entre pinturas e instalações de artistas contemporâneos. È um museu ainda com poucas obras mas muito interessante. No último piso fica uma cafeteria que dá para um terraço de onde se avista toda a cidade de Elvas. Esta vista é, sem dúvida, uma obra de arte que pode ombrear com as que se encontram no interior do museu.
* O museu foi inaugurado em Julho de 2007 e encontra-se instalado no edifício do antigo Hospital da misericórdia
O Museu alberga a colecção de António Cachola distribuída por dois pisos devidamente preparados para o efeito. As obras de arte distribuem-se entre pinturas e instalações de artistas contemporâneos. È um museu ainda com poucas obras mas muito interessante. No último piso fica uma cafeteria que dá para um terraço de onde se avista toda a cidade de Elvas. Esta vista é, sem dúvida, uma obra de arte que pode ombrear com as que se encontram no interior do museu.
* O museu foi inaugurado em Julho de 2007 e encontra-se instalado no edifício do antigo Hospital da misericórdia
27/01/08
Galeria dos insólitos
“Docentes são os profissionais em quem os portugueses mais confiam, políticos ficam no fim da lista”
In Público de 26/1/08
A política autista do Ministério da Educação
Tenho vindo a observar a contundente actividade legislativa deste governo no campo da educação. Começo pelo Estatuto do aluno do ensino não superior (Lei nº3/2008
de 18 de Janeiro). Pelo que me foi dado conhecer este documento prima pela ignorância no que se refere à situação do ensino em geral e das escolas em particular. Dos itens que nele contidos o que mais me chamou a atenção foi o que se refere às faltas. O aluno que excede um número determinado de faltas, justificadas ou injustificadas, poderá manter-se no sistema desde que responda com êxito a um exame. Procuremos concretizar um pouco esta situação. Imaginemos uma turma de cerca de 25 alunos. Haverá eventualmente 3 ou 4 alunos que faltam sistematicamente. Em determinado momento um deles regressa às aulas. O professor, que já deve ter preparado o exame sujeita o aluno à prova. Passada uma semana ou até menos tempo regressa outro aluno faltoso e novo exame será apresentado. E assim sucessivamente conforme o número de alunos a faltar. Resultados previsíveis: se o exame foi feito com cuidado e, de acord com a matéria leccionada, na maior parte dos casos o aluno irá reprovar; se o exame for facilitado o aluno poderá remotamente ter êxito. Se passar qual será a sua situação em relação à turma? uma situação de privilégio. Se reprovar de que serviu todo este trabalho extra e esta perda de tempo útil para o professor e para a turma?
A acrescentar a tudo isto deve referir-se a desvalorização da assiduidade uma das normas de conduta que, entre outras, determina o futuro êxito na profissão e na vida quotidiana.
A acrescentar a tudo isto deve referir-se a desvalorização da assiduidade uma das normas de conduta que, entre outras, determina o futuro êxito na profissão e na vida quotidiana.
Conclusão: Pura perda de tempo resultante da tal política autista, distanciada dos verdadeiros problemas e da participação dos agentes de educação no campo: os professores
08/01/08
O novo ano
18/12/07
Natal-faltam oito dias

NATAL À BEIRA-RIO
É o braço do abeto a bater na vidraça?
E o ponteiro pequeno a caminho da meta!
Cala-te, vento velho! É o Natal que passa,
A trazer-me da água a infância ressurrecta.
Da casa onde nasci via-se perto o rio.
Tão novos os meus Pais, tão novos no passado!
E o Menino nascia a bordo de um navio
Que ficava, no cais, à noite iluminado...
Ó noite de Natal, que travo a maresia!
Depois fui não sei quem que se perdeu na terra.
E quanto mais na terra a terra me envolvia
E quanto mais na terra fazia o norte de quem erra.
Vem tu, Poesia, vem, agora conduzir-me
À beira desse cais onde Jesus nascia...
Serei dos que afinal, errando em terra firme,
Precisam de Jesus, de Mar, ou de Poesia?
David Mourão-Ferreira, Obra Poética 1948-1988
Lisboa, Editorial Presença, 1988
11/12/07
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