29/11/06

Visita à Turquia

Neste momento o Papa encontra-se em visita à Turquia. Uma visita algo controversa e perigosa. O acontecimento tem tido eco na comunicação social. Fala-se de Ankara, Istambul, Éfeso, locais onde a pequena comunidade cristã turca irá receber o chefe da Igreja Católica. Tudo isto me traz à memória uma viagem que fiz há cerca de trinta e sete anos.
Estávamos nos finais dos anos 60 e terminava mais um curso de História da Faculdade de Letras de Lisboa. As viagens de finalistas ainda não eram verdadeiramente uma tradição. Mas, para a época, o meu curso era muito dinâmico e mercê de um trabalho aturado de preparação e da obtenção de fundos lá conseguimos o estritamente necessário para uma viagem de um mês à Turquia.
A viagem foi feita de barco (um barco turco misto de carga e de passageiros) com partida de Barcelona.



Após a fácil navegação do Mediterrâneo vimos extasiados o nascer do sol no estreito de Dardanelos. A chegada a Istambul de barco foi das paisagens mais belas que alguma vez presenciei. Os recortes da costa, o casario os tons alaranjados que prenunciam o oriente e as silhuetas das múltiplas mesquitas são um espectáculo inesquecível.


(A continnuar ... talvez)

14/11/06

Professores com horário zero


No Publico de hoje vem um artigo em que se refere ter dito a Sra Ministra da Educação
“não tenciona colocar os professores no quadro de supranumerários” a solução passará pela preparação de “ um programa para os professores que estão sem serviço lectivo atribuído para receberem uma formação especializada”… Eis alguns dos exemplos de novas funções estarão o trabalho em “bibliotecas”, apoio jurídico e económico, manutenção de edifícios, interlocução com as famílias, orientação vocacional.

Uff !!! ainda bem que já me reformei ou ainda acabaria os meus dias de professora de esfregona em punho.

13/11/06

A corrupção


Na política vive-se muito de modas. Neste momento em Portugal uma das modas é o combate à corrupção. Políticos, comentadores, figuras em destaque na sociedade, todos falam de corrupção. Mal que grassa entre nós e, vendo bem, por todo o lado. O problema da corrupção é extremamente complexo e não pode ser combatido somente com legislação que o castigue. O fenómeno da corrupção deve ser estudado desde as suas raízes às suas manifestações. Há todo um conjunto de medidas que devem ser tomadas cumulativamente tais como: a criação de condições para que a corrupção se torne “desnecessária”; o fortalecimento de uma mentalidade em que a honestidade constitua só por si um valor inquestionável; a fiscalização eficiente dos casos detectados e uma legislação severa que castigue os prevaricadores. Se nos limitarmos a actuar só sobre as manifestações o problema irá eternizar-se e agravar-se. Mas caso estas medidas não sejam tomadas podemos sempre reverter a situação a nosso favor. Poderemos sempre criar e explorar um Museu da Corrupção[1] tal como vai acontecer em Quito capital do Equador .


[1] Quito vai ter um museu da corrupção. Este museu inspira-se no Museu da Dívida de Buenos Aires. No Museu da Corrupção existirão salas reservadas às práticas dos governantes e das figuras pública. Existirá ainda o Canto da Ignominia onde se fará referências às figuras mais vergonhosas do ano. In Courrier Internacional de 15 a 21 de Setembro de 2006

12/11/06

Férias na Sardenha IV - Paisagem urbana

As outras cidades
Sta Teresa de Gallura
Nuoro

Sassari


Porto Torres


Férias na Sardenha IV - A paisagem urbana

Cagliari - a capital





09/11/06

Férias na Sardenha I - A viagem

A saída do Alentejo na madrugada de um domingo de Outubro

A aridez de Castela
A vista dos Pirinéus...enfim A CIVILIZAÇÃO!!!

Saída do porto de Marselha rumo à Sardenha

Passagem pelaCórsega de madrugada

A chegada à Sardenha (Porto Torres)

24/10/06

Noticias da Sardenha

A viagem ainda esta em curso.A actualizaçao do blog ficapara depois.

14/10/06

Viagens de lá


Aproxima-se o dia da partida.
É tempo de fazer os preparativos
O carro já está preparado

Cá vamos nós!!!
Viajar! Perder países!

Viajar! Perder países!
Ser outro constantemente,
Por a alma não ter raízes
De viver de ver somente!

Não pertencer nem a mim!
Ir em frente, ir a seguir
A ausência de ter um fim,
E a ânsia de o conseguir!

Viajar assim é viagem.
Mas faço-o sem ter de meu
Mais que o sonho da passagem.
O resto é só terra e céu.

Fernando Pessoa

03/10/06

A rentreé



Regresso ao trabalho

Sim que uma reformada também trabalha

Só as toneladas de papéis e de livros que há para arrumar

Pensando bem!

Ainda não é desta pois é preciso preparar as férias propriamente ditas


A viagem à Sardenha

18/09/06

Livros e leituras ( em tempo de férias)

Nestas férias (que ainda decorrem) as minhas leituras não têm sido claramente proporcionais à duração dos “tempos livres”. Apesar de aposentada e em férias (não sei se isto é ou não uma contradição) tenho feito umas leituras pouco planeadas e entrecortadas por muitas outras coisas. Talvez seja fruto da minha adaptação à nova situação. Por outro lado o facto de ter sido avó a tempo inteiro durante o mês de Agosto diminuiu em muito a minha disponibilidade para a leitura.


Geração blogue
Comecei por ler um livro recém saído que me ofereceram por conhecer o meu
interesse pela Net. Achei-o interessante e especialmente com uma bibliografia
aprofundada sobre o assunto
A par desta novidade editorial li um outro livro mais clássico que andava aqui por casa e que eu tinha deixado por ler desde há bastante tempo. O Riso na Escuridão de Vladimir Nabokov.

Em processo de leitura encontram-se O Império à deriva de Patrick Wilcken sobre o qual me pronunciarei em tempo oportuno mas que me parece um livro esclarecedor e muito bem escrito sobre os acontecimentos relatados. Também me enchi de coragem e finalmente consegui começara ler Em busca do tempo perdido de Proust.

15/09/06

Viagens de cá- Praia da Rocha


Agora em Setembro é que o Algarve é um assombro. O calor existe mas não é excessivo. Os turistas aparecem mas não são aquela turba acéfala que se desloca em rebanho sem saber muito bem para onde. Agora é possível saborear em paz ,o sol, o mar, a praia. Apesar de muito modificada pelos investimentos turísticos a Praia da Rocha “ continua linda…”.
Eu sei que estou a ser um pouco saudosista e conservadora mas às vezes é difícil não o ser.



Nos restaurantes da praia ainda se pode saborear uma boa cataplana de ameijoas

e um arroz de lingueirões do melhor que há.

10/09/06

O país regressou de férias...

No Público de hoje a crónica de Frei Bento Domingues começa assim:
“Depois das férias, é habitual falar da rentrée política, identificada com o ritual, algo vazio, das declarações partidárias. Mas o futebol e as conversas de nojo que alimenta continuam a comer a cultura ,a política, as televisões e os jornais. “. O sublinhado é meu e não posso estar mais de acordo com estas palavras. Acabou já há tempo o mundial de futebol, acabaram as férias mas parece que os interesses dos portugueses se reduzem aos jogos e às intrigas que eles envolvem reparem que não digo desporto porque considero que isto não é desporto. Nos últimos dias ou semanas, já nem sei ,temos sido bombardeados pelos media ,com destaque para as televisões ( e destas à frente a Sic) com todos os pormenores sobre o caso Mateus. Foi o historial com todas as suas impensáveis etapas, são as interpretações jurídicas até dos causídicos mais responsáveis. Depois foram as escutas telefónicas aos dirigentes dos clubes. São as claras alusões a corrupção que redundam quase sempre em processos arquivados. Na passada quinta-feira dei-me ao trabalho de cronometrar e verifiquei que todas as estações televisivas iniciaram o noticiário com a referência às escutas telefónicas e que a SIC demorou vinte minutos com este assunto seguindo para o caso Mateus e só depois vieram as outras notícias. Por outro lado decorreram em Assen, na Holanda de 2 a 10 de Setembro os Campeonatos Mundiais para deficientes. Portugal ganhou pelo menos uma medalha de ouro e outra de prata. Quem soube disto? Que destaque foi dado a esta notícia que, esta sim era de desporto?. Num desses dias ouvi na rádio uma entrevista com alguns destes atletas e com o seu treinador e senti-me mal. Falavam de falta de apoio em tudo até no fato de treino com que se apresentaram. De uma qualquer cor, a cor que a marca tinha disponível na altura e que lhes ofereceu e era um único fato. Oficialmente nada foi feito. Lembro-me quando do mundial de futebol que as televisões transmitiram uma reportagen sobre os superabundantes equipamentos dos jogadores e acompanhantes.
Isto é vergonhoso! Afinal em que país estamos nós?

03/09/06

Férias (continuação)



Este ano voltei a ter "férias grandes", vantagens ou inconvenientes da aposentação.

Sinto um cansaço de anos e anos de trabalho

As férias vão continuar
mas