15/03/09

Rescaldo de viagem

Figueira da Foz

Chegada ao por-do-sol
E logo se fez dia com vista para o mar

As casas



































O mercado e as gentes





21/02/09

Insólitos da semana...ou talvez não

I

II

Cardeal Saraiva Martins diz que homossexualidade não é normal
2009-02-18 13:45:50



Variações sobre o por- do-sol


12/02/09

DARWIN


Charles Robert Darwin (Shrewsbury, 12 de Fevereiro de 1809Downe, Kent, 19 de Abril de 1882)
No seu livro de 1859, " A Origem das Espécies" (do original, em inglês, On the Origin of Species by Means of Natural Selection, or The Preservation of Favoured Races in the Struggle for Life), ele introduziu a ideia de evolução a partir de um ancestral comum por meio da selecção natural.

Faz hoje 200 anos que nasceu e 150 que o homem entendeu a sua origem de outra forma

07/02/09

Insólitos da semana








O castigo de Deus



.Papa promove austríaco que contestou o "demoníaco" Harry Potter
É mais uma polémica a afectar a Igreja Católica - a segunda numa semana. Sempre com o Papa em fundo. Desta vez no centro da controvérsia está o futuro bispo auxiliar de Linz - a terceira maior cidade austríaca, onde Hitler viveu -, cuja nomeação foi anunciada sábado pelo Vaticano. O padre Gerhard Wagner, de 54 anos, surpreendeu muitos austríacos em 2005, quando o furacão Katrina destruiu grande parte da cidade norte-americana de Nova Orleães, ao considerar que esta devastação fazia parte de um "desígnio de Deus". Segundo alegou na altura, os habitantes de Nova Orleães terão sido alvo de um "castigo divino" devido à " promiscuidade sexual" ali reinante. Homossexualidade, prostituição e prática do aborto foram alguns dos "pecados" que, segundo o sacerdote católico, terão merecido a ira divina.

DIÁRIO DE NOTÍCIAS
Segunda, 2 de Fevereiro de 2009

Voluntariado inédito


" O Ministério da Educação quer colocar docentes voluntários a apoiar os alunos nas salas de estudo, a trabalhar nos materiais didácticos ou a acompanhar visitas de estudo".

In Diário de Notícias de 3/2/09

03/02/09

O Ministério da Educação comemora o ano internacional da criatividade

" O Ministério da Educação quer colocar docentes voluntários a apoiar os alunos nas salas de estudo, a trabalhar nos materiais didácticos ou a acompanhar visitas de estudo.

Entretanto, a proposta já seguiu para o Conselho de Escolas, que vai analisar o projecto já na sexta-feira.
Trata-se “de uma actividade exercida “ de livre vontade, sem remuneração, numa prática privilegiada de realização pessoal e social” a expressão consta do despacho assinado pelo Secretário de Estado da Educação, Valter Lemos .

Os professores serão convidados a ajudar nas actividades que são desenvolvidas por docentes mas fora da componente lectiva. E, pelo menos, durante três horas semanais."

In Diário de Notícias de 3/2/09

Actualmente já dificilmente me surpreendo com as notícias provenientes deste Ministério da Educação. Hoje porém deparei-me com esta.
Interrogo-me sobre quais terão sido os objectivos do Governo. Zelar pelo bem estar psíquico dos reformados mantendo-os ocupados? Reconhecer o profissionalismo e a sabedoria dos professores? Libertar os professores no activo de actividades que lhes tiram tempo para dar as aulas e…para cumprirem o novo processo de avaliação? Como se vê tudo objectivos louváveis.
Pensava eu que o voluntariado era uma actividade promovida por indivíduos ou organizações não governamentais que perante as necessidades da sociedade acham por bem ajudar. Mas não entre nós o dito ministério chamou a si este papel. Assim procedeu à “criação um conjunto de actividades voluntárias”.
Pelo que me foi dado ler no jornal a estrutura deste serviço de voluntariado está prevista até ao pormenor incluindo mesmo actividades de auto-avaliação.
Senhores políticos e se deixássemos de brincar ao faz de conta e nos virássemos para a situação real do ensino. É um facto que as actividades que o governo pretende apoiar necessitam desse apoio, caso contrário não se teria preocupado com elas. Mas como fazer esse apoio? Sem gastar dinheiro. Isto é sem contratar mais professores e servindo-se daqueles que se reformaram, agora já considerado idóneos.
Será que isto é uma forma de promover o emprego?
Será que este projecto vai resultar?
Santa ingenuidade. Os professores que quiseram ou querem ajudar já o fazem por sua iniciativa. O convite do Ministério vai, na melhor das hipóteses ser ignorado ou mesmo recusado especialmente por parte daqueles que se reformaram antecipadamente em sério conflito com o ministério.
Mais uma vez se arquitectam os projectos do alto “ da cátedra” sem ter conhecimento da realidade e num delírio de “criatividade e inovação que ficam bem no ano que se comemoram”.


01/02/09

Leituras

A semana que passou foram estas as minhas leituras.







O livro de Fernando Savater comprei-o numa promoção de hipermercado. A razão da compra foi o meu anterior conhecimento do autor. Também porque na semana passada a Fundação Calouste Gulbenkian promoveu um congresso sobre a leitura. Assisti a parte do congresso online. Um dos participantes era Fernando Savater. Ainda vou a meio do livro. Trata-se de uma ficção em que a imaginação tem um papel fundamental. Os livros e o amor à leitura estão sempre presentes.

"Os livros eram a paixão dos dois rapazes, porque lendo multiplicavam a sua vida e descobriam com a imaginação novos sentimentos, aventuras e calafrios. Para eles abrir um volume era como beber um elexir mágico que os transformava em seres desconhecidos. Era uma sensação amiúde inquietante, porque lhes parecia de repente que tinham mudado de alma..."



Passam este ano 200 anos sobre o nascimento de Edgar Allan Poe. Esta circunstância levou-me a procurar na biblioteca Municipal um livro de contos e por ele comecei as minhas comemorações pessoais da efeméride.




30/01/09

Reformas, reformas, reformas...


Na passada 2ª feira a imprensa fez referência a um relatório da OCDE em que Portugal era louvado por reformas efectuadas no sector da educação. Dizia respeito essencialmente à reforma verificada no primeiro ciclo. Segundo o estudo Portugal poderia servir de exemplo para outros países. Num período em que os conflitos entre os professores têm atingido níveis impensáveis, José Sócrates não fez esperar os seus mais agradados comentários ao relatório. O primeiro ministro deixou-se inebriar pela notícia e imediatamente partiu para o elogio da política educativa do governo e para a acção da ministra da educação que tão precisada estava de quem lhe afagasse o ego. No dia seguinte surgiu nova notícia procurando esclarecer a anterior. Estabeleceu-se a controvérsia. Ao que parece o relatório tão profusamente elogioso e elogiada teria tido entre os seus autores um português.
Tal como em muitos outros campos assistimos aqui a uma prática hoje bastante frequente. Num dia faz-se, noutro dia desfaz-se. Elogios efémeros são rapidamente rebatidos por críticas também elas efémeras.
Não é certamente deste modo que se optimiza o ensino. Nada melhor do que o artigo de Desidério Murcho no Público de 27 /1/09 para expressar o que eu e muitos agentes educativos pensamos.
“As sucessivas reformas educativas a que temos assistido desde 1974 mudaram muito o ensino. Mas o que precisávamos, então como hoje, era melhorá-lo. Infelizmente as reformas mudam o ensino, mas não o melhoram.”

26/01/09

Ano Novo Vida Nova

Volto hoje à escrita neste blog. Com o passar do tempo criei uma inércia que, mais do que qualquer outra razão, me tem impedido de desenvolver neste campo uma actividade continuada. Procuro que esta tentativa seja efectivamente a criação de um compromisso que hoje aqui assumo.

28/11/08

Avaliação de professores - a saga continua

Retomo hoje a escrita neste blog. Apesar de ter passado algum tempo, volto ao ponto em que fiquei. Os desenvolvimentos relativos ao problema da avaliação dos professores. Ao fim de bastante tempo de teimosia o ministério da educação, sem ceder, procura fazer algumas concessões “simplificando” alguns pontos de uma forma atabalhoada. A srª ministra e seus “acólitos”não consegue perceber que a manta de retalhos em que se transformou e seu “excepcional e único modelo de avaliação”o desvirtuou e descredibilizou completamente. É difícil perceber se estamos ainda perante uma atitude de teimosa arrogância ou do estertor de um projecto desde o início votado ao fracasso.


Teimosia!!!

09/11/08

O pior cego é o que não quer ver

A manifestação - 120.000 professores manifestaram-se no dia 8 em Lisboa












Rescaldo da manifestação



Não ver nem ouvir


Arrogância

Medo



Disfarçado por um sorriso amarelo

Nota: aguardam-se os próximos desenvolvimentos

07/11/08

O LABIRINTO DA EDUCAÇÃO


Amanhã vai realizar-se em Lisboa mais uma manifestação de professores. O público de hoje diz que os sindicatos já fretaram 700 autocarros para se dirigirem a Lisboa. Sindicatos e movimentos independentes parece terem acordado numa manifestação comum. Para que serve uma manifestação?
Eu ,que também já fui professora e ,se estivesse no activo, não deixaria de participar. Seria uma forma de mostrar à opinião pública a situação em que se encontram os professores e o ensino.

Tenho seguido com interesse e apreensão o que se está a passar no ensino. Considero os principais problemas os que vou seguidamente apresentar:

· O desrespeito com que os professores têm sido pela tutela;
· As dificuldades crescentes de que se tem rodeado a prática educativa nas escolas;
· O novo processo de avaliação que não foi aferida e que prejudica o trabalho com os alunos;
· A insegurança que existe nas escolas, chegando a por em perigo a integridade moral e até física dos docentes;
· A política educativa definida pelo ministério e traduzida em exames e rankings que pretendem forjar um sucesso imediato impossível em educação.
Tenho pouca esperança de que a manifestação modifique uma linha que seja da “política educativa” e da “conduta do Ministério da Educação”. Mesmo assim acho que vai valer a pena com grito de revolta de um grupo profissional que tem vindo a ser desprestigiado junto da opinião pública, pasme-se, pela própria tutela.

As reformas do ensino fazem-se com os professores e não contra eles.

05/11/08

ELEIÇÕES AMERICANAS


As expectativas colocadas na eleição de Barack Obama para presidente dos E.U.A. não foram defraudadas. Pela madrugada Obama foi declarado vencedor mesmo antes de ter acabado a contagem dos votos. É o primeiro presidente afro-americano dos E.U.A. sem dúvida um factor importante. Parece-me, no entanto que Rui Tavares no Público de hoje tem razão no seu artigo. Tudo tem a ver com a dinâmica que a candidatura de Obama criou no povo americano. Os índices de participação na votação rondaram OS 80% o que, nos dias de hoje seria difícil quase impossível até de imaginar. O candidato Obama provou pela capacidade de motivação, veremos seguidamente como se revelará Obama presidente. È sempre uma esperança.